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28 Maio 2015

O que nos faz seguir

Seguir é um caminho sem retorno que pode nos levar à pontos inimagináveis. Patético, eufórico ou tortuoso, o caminho que traçamos para peregrinar é desenhado pelo que somos, praticamos, proferimos, erramos e, às vezes, acertamos.

Entrever esse ponto de fuga exato na linha horizontal das nossas vidas é algo não tão simples quanto um diagrama geométrico. A geometria da realidade é, um quanto, mais distorcida e errática, cercada de paradoxos, interseções e imperfeições fidedignas de uma estrada fora de manutenção.

Seguir, é uma convicção absoluta de objetivos e a certeza constante de que, a cada passo, galgamos mais alguns metros em direção ao alvo. Vencendo cada obstáculo que nos abarca ao longo da condução inabalável dos nossos corpos ao longo dessa BR desprovida de qualquer sistema de sinais.

Somos corpos cortando o vento em passos compassados por um ritmo pressuroso que nos impulsiona como ondas harmônicas, sem estorvo para nos impelir ao longo da nossa viagem pelo ar, como pássaros errantes, firmes e imutáveis a seguir o seu vôo certo do seu destino no horizonte.

Seguir? É sair desse estado abalizado de criatura, para tornar-mos-nos personagem da nossa biografia.

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